ROTEIROS PARA OBSERVAÇÃO DE AVES
NO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
 
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UNIDADES DE CONSERVAÇÃO FEDERAIS

  1. Parque Nacional do Itatiaia:  primeiro parque nacional do Brasil, situado no município de Itatiaia e parte de Resende.  O biótopo é composto por Mata Atlântica de montanha de 700 a 2000m de altitude, na Serra da Mantiqueira.  Da cidade do Rio de Janeiro siga pela Rodovia Presidente Dutra (BR 116) por 176 Km.  A estrada de acesso a sede do município de Itatiaia cruza a Dutra 17 Km depois de Resende; tome esta estrada à direita onde há a indicação do Parque Nacional do Itatiaia até a sede do parque.  Quem vem de São Paulo percorre 269 Km pela mesma estrada e deve fazer o retorno depois da entrada de Itatiaia.  O acesso para os pontos mais altos do parque se faz pela BR 354 (que liga a Via Dutra às Estâncias Hidrominerais), passando por Engenheiro Passos, 15 Km depois da entrada de Itatiaia.  Daí são mais 27 Km até a estrada de terra que dá acesso ao Abrigo Rebouças.  Esta última sobe por mais 17Km até a área de campos de altitude do parque, onde há uma pousada chamada Alsene.

 

  1. Parque Nacional da Serra dos Órgãos:  Parque que preserva uma ótima porção de Mata Atlântica de montanha e tesouros geológicos como a formação rochosa da Serra dos Órgãos.  Sua sub-sede está no município de Guapimirim e a sede no município de Teresópolis.  Do Rio de Janeiro segue-se pela Rodovia Washington Luís (BR-040) até o entroncamento que indica Magé, Guapimirim, Teresópolis e Além Paraíba, onde se entra à direita.  Alguns quilômetros depois do início da subida da serra há placa indicando a entrada da sub-sede à direita.  Continuando a subida por mais alguns quilômetros chega-se a estrada que leva à cidade de Teresópolis, à esquerda.  Pouco depois do pórtico de entrada da cidade vê-se o portão de entrada da sede do parque à esquerda, quando a estrada, em curva para direita, desce levemente cruzando o Rio Paquequer para subir levemente em seguida.

 

  1. Parque Nacional da Tijuca:  Composto por 3.466 hectares (34,66 quilômetros quadrados) de mata atlântica montanhosa, entre 400 e 1.022m, dividindo a cidade do Rio de Janeiro entre Zona Norte e Zona Sul.  Seu melhor acesso é pela Tijuca, seguindo a principal rua do bairro, a Avenida Conde de Bonfim, chega-se à Usina, onde há um entroncamento com a rua São Miguel, siga em frente subindo pela Avenida Edson Passos, até o Alto da Boa Vista.  Quando a subida acabar, chega-se à Praça Afonso Viseu.  Dobre à direita, contornando a praça e a direita de novo na próxima opção.  Vê-se daí o portão da sede do parque, que fica em sua área norte.  À área sul do parque, na Serra da Carioca, se chega dobrando à esquerda logo após a Praça Afonso Viseu; ou pelo bairro de Santa Teresa, seguindo a indicação do Corcovado, ou ainda pelo bairro do Jardim Botânico seguindo pela Estrada Dona Castorina.

 

  1. Parque Nacional da Serra da Bocaina:  “O Parque Nacional da Serra da Bocaina está localizado no extremo sul-sudoeste do Estado do Rio de Janeiro. Rigorosamente trata-se de um parque biestadual, pois sua área abrange também terras no Estado de São Paulo. Os limites do PNSB afetam os municípios fluminenses de Angra dos Reis (21,66%) e Paraty (40,31%) e os municípios paulistas de Ubatuba (12,72%), São José do Barreiro (18,35%), Cunha (4,57%) e Areias (2,39%).  Fica situado entre as coordenadas 22º40' e 23º 20' S de latitude e 44º 24' e 44º 54' W de longitude, com uma área de 1.100 Km2 entre o Vale do Paraíba do Sul, o extremo norte do litoral paulista e a região da Baía da Ilha Grande, no litoral fluminense. A delimitação do parque é bastante contraditória, pois apesar de incluir a área costeira e marinha da região de Trindade e o costão rochoso do Camburí, na região da divisa dos estados do Rio de Janeiro e São Paulo, o próprio IBAMA divulga que a cota mais baixa do parque é de 100m sobre o nível do mar. A sede do PNSB fica na cidade paulista de São José do Barreiro. Atualmente é a partir dessa cidade que se pode visitar legalmente o parque. A sede fica a quase 30 Km da primeira guarita e dos primeiros limites demarcados do parque. Nesta guarita ficam os guardas florestais que controlam o ingresso de visitantes e de moradores dentro do parque. Somente veículos 4X4 conseguem entrar no interior do parque e para visitá-lo é necessário comunicar o IBAMA com antecedência.” (texto do sítio da Trilharte).

 

  1. Reserva Biológica do Tinguá:  Localizada no alto da serra do mar, abrangendo porções dos municípios de Duque de Caxias, Petrópolis e Miguel Pereira.  Seus principais acessos são feitos pela Estrada Velha do Tinguá ou Estrada Imperial ou pela estrada que liga os municípios de Petrópolis e Miguel Pereira.

 

  1. Reserva Biológica de Poço das Antas:  Localizada no município de Silva Jardim, é uma das áreas de preservação do mico-leão-dourado e de espécies de aves típicas das baixadas quentes do litoral.  “A avifauna da Reserva Biológica de Poço das Antas é representativa das baixadas da região costeira do estado do Rio de Janeiro a leste da Baía de Guanabara e ao sul do Rio Macaé. Nesta região há três faixas latitudinais características: litorânea, baixadas e encostas da Serra do Mar. A Rebio de Poço das Antas está inserida na segunda das faixas, a zona intermediária entre a faixa litorânea dominada por lagoas e restingas e a mais interna, no domínio úmido da encosta florestada da Serra do Mar. Há nessa faixa intermediária, tanto terrenos alagáveis não florestados como morros "meia-laranja" cobertos por floresta melhor estruturada. Todavia, esse quadro natural básico da faixa está tranformado por intervenções humanas históricas em diversos graus de incidência e intensidade ao longo da área da Reserva e de seu entorno, com reflexos na composição da avifauna.  São destaques na Reserva as seguintes aves quase privativas das florestas de baixa altitude: o gavião Leucopternis larcenulatus, a pomba Columba speciosa, uma saíra Tangara mexicana, dois pequenos dançadores Pipra rubrocapilla e Dixiphia pipra, dois pequenos tiranídeos Rhynchocyclus olivaceus e Ornithion inerme. Como há muito pouca floresta remanescente nas baixadas litorâneas no estado do Rio de Janeiro, essas espécies dependem em demasia dessas poucas áreas.” (texto entre aspas de José Fernando Pacheco).

 

  1. Reserva Biológica União:  Localizada no município de Casimiro de Abreu, às margens da rodovia BR 101, esta unidade de conservação tem o objetivo de assegurar a proteção e recuperação de remanescentes da Floresta Atlântica de baixada e formações associadas, e da fauna típica desse habitat, em especial o mico-leão-dourado Leonthopitecus rosalia.  Assim como a Reserva Biológica de Poço das Antas, representa um precioso remanescente da porção de Mata Atlântica de baixada, localizada entre os biomas da restinga e da floresta úmida de encosta.  A avifauna da Reserva União é semelhante a citada no parágrafo de Poço das Antas.

    Esta unidade de conservação é constituída pela antiga Fazenda União, propriedade da empresa Rede Ferroviária Federal SA (hoje privatizada e denominada Supervia) e mantida pela mesma como reserva de dormentes para reposição nas linhas férreas.  Daí a presença em seus limites de eucaliptais que, segundo o decreto de 22 de abril de 1998 que a criou, devem ser cortados e destinados ao uso dentro da própria e de outras unidades de conservação bem como, se vendida a madeira, os recursos gastos com os custos de implantação da própria unidade.  (fonte:  Decreto Lei s/nº de 22/04/1998).

Outras unidades de conservação federais no estado do Rio de Janeiro:

  1. EE de Tamoios – Angra dos Reis;

  2. EE Araribóia – Rio de Janeiro;

  3. EE de Piraí – Rio Claro e Piraí;

  4. EE de Tupinambás;

  5. APA de Petrópolis – Petrópolis;

  6. APA de Cairuçu – Parati;

  7. APA da Serra da Mantiqueira – Resende;

  8. APA de Guapimirim – Guapimirim;

  9. APA. da Bacia do Rios São João/Mico-Leão-Dourado – Casemiro de Abreu;

  10. Área Tombada do Morcego – Angra dos Reis;

  11. ARIE da Floresta da Cicuta – Volta Redonda;

  12. ARIE das Ilhas Cagarras – Rio de Janeiro;

  13. REx de Arraial do Cabo – Arraial do Cabo;

  14. FN Mário Xavier – Itaguaí;

  15. FPMU de Araras – Petrópolis;

  16. FPMU de Caboclos – Rio de Janeiro;

  17. FPMU de Camorim – Rio de Janeiro;

  18. FPMU de Colônia – Rio de Janeiro;

  19. FPMU de Curicica – Rio de Janeiro;

  20. FPMU da Covanca – Rio de Janeiro;

  21. FPMU Egalon – Petrópolis;

  22. FPMU de Guaratiba – Rio de Janeiro;

  23. FPMU Mantiqueira – Petrópolis e Magé;

  24. FPMU Mendanha – Rio de Janeiro, Nova Iguaçu e Nilópolis;

  25. FPMU Pau da Fome – Rio de Janeiro;

  26. FPMU Pedra Branca – Nova Friburgo;

  27. FPMU Petrópolis – Petrópolis;

  28. FPMU Piraquara – Rio de Janeiro;

  29. FPMU Rio da Prata – Rio de Janeiro;

  30. FPMU Rio D´Ouro – Nova Iguaçu;

  31. FPMU São Pedro – Nova Iguaçu;

  32. FPMU Serra do Barata – Rio de Janeiro;

  33. FPMU Teodoro de Oliveira – Nova Friburgo;

  34. FPMU Tinguá – Vassouras, Miguel Pereira e Petrópolis;

  35. FPMU Xerém – Duque de Caxias;

EE - Estaçaão Ecológica; APA - Área de Proteção Ambiental;

ARIE - Área de Relevante Interesse Ecológico;

REx - Reserva Extrativista; FN - Floresta Nacional;

FPMU - Floresta Protetora de Mananciais da União.

Fonte:  Unidades de Conservação no Estado do Rio de Janeiro de Wilson Ferreira de Mendonça Filho; Delson Luiz Martins Queiroz e Luiz Otávio de Lima Pedreira.